Educação e PesquisaGoiâniaNotícia e Política

Sem limpeza e sem merenda: Greve dos administrativos da educação ameaça paralisar escolas e CMEIs em Goiânia

A rotina de cerca de 113 mil alunos da rede pública municipal de Goiânia poderá sofrer fortes impactos a partir desta segunda-feira (17).

Em assembleia extraordinária realizada pelo Sintego, os servidores administrativos da Educação votaram massivamente pela rejeição da última proposta da Prefeitura e aprovaram o início de uma greve por tempo indeterminado.

Embora o movimento não inclua os professores, a ausência do corpo administrativo atinge diretamente o coração operacional das unidades de ensino. Sem estes profissionais, o atendimento básico e as condições de higiene de dezenas de instituições ficam severamente comprometidos.

O Papel Invisível que Mantém as Escolas de Pé

A preocupação de pais e diretores é imediata. O pessoal administrativo desempenha funções essenciais para a permanência dos alunos no ambiente escolar. As principais áreas afetadas serão:

  • Alimentação Escolar: Preparação e distribuição da merenda dos estudantes.
  • Higiene e Conservação: Limpeza das salas de aula, pátios, banheiros e áreas comuns.
  • Inclusão e Cuidado: Atendimento direto a alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE).
  • Suporte na Educação Infantil: Auxílio aos professores nas salas e berçários dos CMEIs.
  • Atendimento: Serviços de secretaria, matrículas e recepção de pais.

Alguns CMEIs já registravam funcionamento parcial no decorrer da semana devido ao estado de alerta da categoria. Com a greve oficializada, a manutenção das atividades em período integral torna-se um desafio logístico e sanitário para a Secretaria Municipal de Educação (SME).

Por que a Categoria Decidiu Parar?

De acordo com o Sintego, a principal queixa é o cronograma de recomposição salarial proposto pelo município, que prevê parcelamento até o ano de 2030. A categoria exige que as correções da tabela e as perdas históricas sejam integralmente pagas e aplicadas ainda dentro do mandato da atual gestão.

Os servidores denunciam que muitos trabalhadores recebem valores defasados, muito próximos ao salário mínimo. Entre as outras reivindicações, constam:

  • Aceleração e respeito ao Plano de Carreira definitivo.
  • Convocação imediata de concursados e realização de novos processos seletivos para reduzir a sobrecarga crônica.
  • Garantia e regularização de benefícios, como o auxílio-locomoção.
  • Reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas).

Portal de Notícias Nosso Goiás continuará acompanhando os desdobramentos das negociações no fim de semana e trará a cobertura completa da movimentação nas portas das escolas nesta segunda-feira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *