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Nem todo tremor é Parkinson: especialista do Einstein em Goiânia alerta para a importância do diagnóstico correto 

No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, neurologista explica as diferenças entre os tipos de tremor, aponta sinais precoces e destaca avanços no tratamento 

Tremores nem sempre significam Doença de Parkinson – e confundir os sinais pode atrasar o diagnóstico correto. No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11 de abril), o alerta dos especialistas é claro: embora seja o sintoma mais associado à doença, o tremor não é, necessariamente, o principal indicativo do Parkinson. “O sinal motor mais característico da doença é a lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia. Ela é fundamental para o diagnóstico”, explica a neurologista Vanessa Maia da Costa, do Einstein em Goiânia. 

Imagem: divulgação internet Freepik

Segundo a médica, existem diferentes tipos de tremor, sendo o mais comum na população o chamado tremor essencial. Ele pode surgir tanto em adultos jovens quanto em idosos e, na maioria das vezes, está associado a histórico familiar. Ao contrário do Parkinson, esse tremor costuma ser bilateral e aparece durante a ação, ou seja, ao escrever, segurar objetos ou manter uma postura. 

Há, ainda, situações em que o tremor está ligado a fatores do dia a dia, como ansiedade, fadiga, consumo excessivo de cafeína e privação de sono, configurando o chamado tremor fisiológico exacerbado. Alguns medicamentos, como estabilizadores de humor e broncodilatadores, também podem desencadear o sintoma. Alterações metabólicas, como o hipertireoidismo, e quadros de parkinsonismo secundário, relacionados ao uso de medicamentos psiquiátricos ou a lesões vasculares, completam a lista de possíveis causas. 

No caso específico da Doença de Parkinson, o tremor apresenta um padrão diferente. “Geralmente ele começa de forma unilateral, ocorre em repouso e tem uma frequência mais baixa, lembrando o movimento de contar moedas”, explica a neurologista. Já no tremor essencial, a frequência é mais alta e o sintoma surge durante o movimento. 

Embora seja mais frequente após os 65 anos, o Parkinson também pode atingir pessoas mais jovens. Os chamados casos de início precoce ocorrem entre os 21 e os 50 anos. Situações mais raras podem aparecer antes dos 21 anos, normalmente associadas a fatores genéticos. 

Outro ponto de atenção são os sinais não motores, que podem surgir anos antes dos sintomas clássicos e ajudar no diagnóstico precoce. “Perda ou diminuição do olfato, alterações do sono REM, com movimentação e falas durante os sonhos, prisão de ventre, além de sintomas como depressão e ansiedade, podem ser indícios importantes”, afirma Vanessa Maia. 

Avanços no tratamento ampliam qualidade de vida 

Os avanços terapêuticos têm transformado o cuidado com a Doença de Parkinson. Entre os principais progressos estão as novas formulações de medicamentos à base de levodopa, com diferentes vias de administração e maior tempo de ação, além de terapias em desenvolvimento, como aplicações subcutâneas e inalatórias. 

No Brasil, já estão disponíveis opções como a estimulação cerebral profunda, indicada para casos específicos, e tecnologias inovadoras como o HIFU, um ultrassom focalizado de alta intensidade que permite tratar tremores sem cirurgia, com mais de 70% de melhora imediata, e que já está disponível no Einstein Morumbi. Pesquisas internacionais também avançam no uso de células-tronco, ainda em fase experimental. 

Para a neurologista, informação é parte essencial do tratamento. “Compreender que nem todo tremor é Parkinson ajuda a evitar diagnósticos equivocados e garante que o paciente receba o acompanhamento adequado desde as fases iniciais”, conclui. 

Sobre o Einstein em Goiânia  

O Einstein em Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI, serviço de transplante de medula óssea, rins e fígado. Possui atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 2 mil procedimentos realizados até o primeiro trimestre de 2026. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 15 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.

Por FatoMais Comunicação

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