MPGO promove reunião para discutir implantação de conselho de direitos da pessoa com deficiência em Goianira
Reunião ocorreu na sede das Promotorias de Justiça de Goianira
O Ministério Público de Goiás (MPGO) realizou, nesta quinta-feira (16/4), reunião com o município de Goianira para discutir a implantação de um Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência na cidade. O encontro ocorreu na sede das Promotorias de Justiça da comarca, das 14 às 16 horas. A reunião foi conduzida pelo coordenador da Área de Políticas Públicas e Direitos Humanos do MPGO, promotor de Justiça André Lobo Alcântara Neves, e pela promotora de Justiça Renata de Matos Lacerda, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Goianira.
Fotos: Fernando Leite
Marcaram presença no encontro a primeira-dama do município, Quelcilene Borges dos Santos Bento, que ocupa o cargo de secretária municipal de Promoção e Assistência Social; as técnicas de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Rosângela Maria Pereira Costa e Mirelly Conceição do Carmo; a advogada do município de Goianira, Cláudia Giovanna Alves Martins; a vice-presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Celma Maria Arruda; o vereador Júlio César da Silva Oliveira; o assessor jurídico Fabrício Neiva de Araújo Júnior; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Audier Silva Gomes; o gerente de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), Hélio Fogaça da Silva, e Warleysclene da Silva Santos, também da Seds; e Pedro Albuquerque Maranhão, do Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).
Na ocasião, o coordenador André Lobo Alcântara apresentou o Projeto +Inclusão, voltado à criação e ao fortalecimento dos Conselhos Municipais de Direitos da Pessoa com Deficiência, idealizado para assegurar a efetiva inclusão social e a proteção integral dos direitos das pessoas com deficiência em todo o Estado de Goiás. André Lobo explicou a importância de instituir o conselho. “Muitas vezes, as pessoas com deficiência não são vistas, principalmente em função da falta de acessibilidade. Dessa forma, a criação do conselho se mostra fundamental no que tange à estrutura da política pública”, destacou o coordenador. Ele ressaltou ainda a importância da criação dos Fundos Municipais das Pessoas com Deficiência, relevante instrumento de arrecadação para a execução de políticas públicas. A promotora Renata de Matos Lacerda completou: “Temos que fortalecer os direitos da pessoa com deficiência. Aqui, na reunião, é só a semente desse primeiro passo”.
André Lobo destacou que Goianira possui mais de 3.500 pessoas com deficiência, o que torna ainda mais relevante a discussão em prol da construção de uma entidade que trará representatividade. A secretária municipal de Promoção e Assistência Social, Quelcilene Borges dos Santos Bento, concordou e afirmou que o município já vinha discutindo o assunto. Na ocasião, reforçou a importância do apoio do MPGO. André Lobo ressaltou, então, que o MPGO disponibiliza cursos para a qualificação de conselheiros.
O encontro também girou em torno da importância de inserir a sociedade civil na discussão. Audier Silva Gomes citou como exemplo a realização de audiências públicas para tratar sobre o tema e, principalmente, pensar em formas de fazer com que as pessoas com deficiência estejam a par de seus direitos. A promotora Renata de Matos Lacerda destacou que é importante “angariar pessoas que tenham amor à causa” e sugeriu reuniões também on-line para garantir a participação ativa dos conselheiros.
Como providência prática da reunião, a 2ª Promotoria de Justiça de Goianira encaminhou à Prefeitura de Goianira e à Câmara Municipal a minuta do projeto de lei, o regimento interno e o guia prático para implementação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Com isso, ficou estabelecido o prazo de 60 dias para que o município elabore o projeto de lei de criação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do respectivo Fundo Municipal. Em seguida, o texto deverá ser encaminhado ao Poder Legislativo para apreciação.
Por Assessoria de Comunicação Social do MPGO
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