Hecad promove capacitação sobre atendimento a vítimas de violência sexual durante campanha Maio Laranja
Programação reuniu profissionais e residentes para fortalecer acolhimento humanizado e atuação integrada da rede de proteção
O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente promoveu, nos dias 8 e 15 de maio, uma programação especial alusiva ao Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa teve como foco a capacitação de profissionais da saúde e residentes da unidade por meio do curso “Integração no Cuidado à Criança e ao Adolescente Vítima de Violência Sexual”, reforçando a importância do acolhimento humanizado e da atuação integrada no atendimento às vítimas.
O Maio Laranja marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, e busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da prevenção, da denúncia e do fortalecimento das redes de proteção infantojuvenil. No Hecad, a programação reuniu colaboradores de diferentes setores em palestras e mesas-redondas voltadas à qualificação da assistência, à escuta qualificada e ao fortalecimento dos fluxos de atendimento diante de casos de violência sexual.
De acordo com a supervisora psicossocial do Hecad, Ana Maria Faustino, trabalhar a temática dentro das unidades de saúde é fundamental, já que os serviços de urgência e emergência muitas vezes representam a principal porta de entrada das vítimas na rede de proteção. Segundo ela, o acolhimento humanizado, aliado à atuação ética e integrada entre saúde, assistência social, Conselho Tutelar, sistema de justiça e demais órgãos de garantia de direitos, é essencial para evitar a revitimização e assegurar proteção integral às crianças e adolescentes.
A programação contou com palestras sobre fluxos e rotinas de atendimento às vítimas de violência sexual, ministradas pela equipe do Ambulatório Acolher, além de debates sobre atuação clínica em pronto atendimento, escuta qualificada e responsabilidades da rede de proteção. Entre os convidados estiveram a médica legista Dra. Denise Lucas Viana Gonçalves, do Instituto Médico Legal (IML), que abordou o papel da medicina legal no atendimento às vítimas. A programação também contou com a mesa-redonda “Atuação clínica em pronto atendimento com crianças e adolescentes vítimas de violência sexual: como garantir o cuidado assistencial e a proteção integral”. Participaram do debate Bianca Bomfim, médica pediatra do pronto-socorro do Hecad; Flávia Godoy, diretora técnico-assistencial da unidade; Joyce Martins, médica hebiatra do Ambulatório Acolher; Geraldinny Camargo Calixtrato, advogada chefe do Núcleo de Contratos e Assuntos Jurídicos da Agir; e Kassyla Ferreira, gerente da Qualidade do Hecad.
A programação do dia 15 incluiu ainda palestra sobre atuação psicológica com ênfase na escuta qualificada e em crime institucional, conforme a Lei 14.321/2022, ministrada pela escrivã da Polícia Civil da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Quézia Cristina de Sousa Penha. Já a mesa-redonda “Desafios e responsabilidades da rede de proteção no cuidado às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual: como proteger sem revitimizar?” reuniu representantes de diferentes instituições e órgãos da rede de proteção, entre eles Lívia Regina Ferreira Silva, analista judiciária e coordenadora da Equipe Interprofissional Forense do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia; Polyana Mendes Rodrigues de Araújo, pedagoga e conselheira tutelar, representando os Conselhos Tutelares; Larissa Escher Chagas, psicóloga da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura de Goiânia, representando os Creas; Henrique Wilson Ferreira de Oliveira, delegado titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Goiânia; Eduardo Pereira da Fonseca, gerente de Planejamento, Orçamento e Custos; e Stefânia Carla Pereira Gomes Londe, psicóloga do Instituto Médico Legal (IML). O debate reforçou a importância da atuação articulada entre saúde, assistência social, segurança pública, justiça e órgãos de garantia de direitos para assegurar proteção integral às vítimas e evitar a revitimização.
As atividades também destacaram a importância da identificação precoce dos sinais de violência, da notificação compulsória dos casos suspeitos ou confirmados e do acesso imediato às medidas de proteção previstas em lei. Para o Hecad, fortalecer as ações do Maio Laranja significa ampliar a conscientização das equipes e reafirmar o compromisso institucional com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, garantindo cuidado integral, acolhimento seguro e atendimento humanizado às vítimas de violência sexual.
Por Hecad Comunicação
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