Promotora de Justiça participa de evento acadêmico sobre violência vicária para estudantes de Direito em Goiânia
Evento aborda impactos da violência vicária e atuação institucional
A promotora de Justiça Yashmin Crispim Baiocchi de Paula e Toledo, do Ministério Público de Goiás (MPGO), participou, nesta quinta-feira (12/3), de evento acadêmico voltado a estudantes do curso de Direito do Centro Universitário Alves Faria (UniAlfa), em Goiânia. Com o tema Quando a Dor Vira Arma: Violência Vicária, Trauma e Responsabilização, a atividade foi realizada no auditório da instituição e teve como objetivo discutir diferentes perspectivas sobre o enfrentamento da violência de gênero.
O encontro contou também com a participação da psicóloga Anna Karollina Silva Alencar e da professora Simone dos Santos Abadia, que abordaram aspectos psicológicos, sociais e institucionais relacionados ao fenômeno da violência vicária. A proposta da mesa foi promover um olhar interdisciplinar sobre o tema, articulando reflexões do campo jurídico, da psicologia e das políticas públicas voltadas à proteção das vítimas.
Durante sua exposição, a promotora de Justiça tratou do tema Violência Vicária, Litígio Familiar e a Atuação do Ministério Público: o enfrentamento à instrumentalização do sofrimento. Ela explicou que a violência vicária é uma forma particularmente cruel de violência de gênero, caracterizada pela agressão dirigida a pessoas afetivamente vinculadas à vítima principal — geralmente filhos, familiares ou pessoas próximas — com o objetivo de provocar sofrimento psicológico e emocional à mulher.
A promotora destacou ainda que, nesses casos, vínculos afetivos são transformados em instrumentos de agressão, o que torna esse tipo de violência uma das manifestações mais perversas da violência de gênero. Segundo ela, o enfrentamento dessa prática exige atuação institucional sensível e comprometida com a proteção integral das vítimas.
Na palestra, também foi ressaltado o papel do Ministério Público, que, por meio de uma atuação institucional ativa e comprometida, contribui para a proteção das vítimas e para o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Por Lara Paranhos/Estagiária da Assessoria de Comunicação Social do MPGO – Supervisão: Ana Cristina Arruda
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