Filho não vem com manual de instruções, mas vem com Mãe, que é muito melhor: Refletindo entre o afeto real e a prateleira do varejo
O segundo domingo chegou e, com ele, a avalanche de propagandas que prometem a “felicidade em forma de embrulho”. Mas, entre o comercial de TV com filtro dourado e a realidade da pia cheia de louça, onde reside a verdadeira importância do Dia das Mães? Estaremos celebrando a mulher ou apenas o seu poder de consumo e sua capacidade de sacrifício?
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Quando transformamos o amor em mercadoria, corremos o risco de reduzir a complexidade da maternidade a um código de barras.
A armadilha da “Mãe Heroína”
A ficção comercial não vende apenas produtos; ela vende o mito da “mãe heroína”, aquela que tudo suporta, que não cansa e que não falha. Esse tom opinativo precisa ser honesto: essa romantização é perigosa. Ao colocar a mãe em um pedestal de perfeição, a sociedade se sente desobrigada de oferecer apoio real, políticas públicas e divisão de tarefas. Para muitos, o presente caro no domingo muitas vezes tenta compensar a ausência de ajuda nos outros 364 dias do ano.
A importância do reencontro com o real
A verdadeira importância da data não deveria ser a meta batida pelo lojista, mas a pausa para a escuta. Importante é reconhecer a maternidade como ela é: humana, exaustiva, mas também profundamente transformadora. A celebração faz sentido quando serve para validar o trabalho invisível que sustenta as famílias e, por extensão, a economia do país.
Se o Dia das Mães serve para algo além de movimentar o PIB, que seja para questionarmos: como estamos cuidando de quem cuida? O afeto que não se traduz em respeito e divisão de carga mental é apenas marketing.
“Não se trata de ser contra presentear — afinal, agradar quem amamos é um gesto legítimo. O ponto é não deixar que o objeto substitua o reconhecimento da identidade daquela mulher que sendo mãe, se sacrifica todos os dias pelas suas crias”. Denilson Alves, Professor e Editor do Portal Nosso Goiás Notícias.
Neste ano, que o comércio faça sua parte, mas que nós façamos a nossa: troquemos a ficção da “mãe perfeita” pela presença da mãe real. Afinal, o que as mães mais precisam não cabe em uma caixa de joias; chama-se rede de apoio, tempo livre e reconhecimento genuíno.
Conteúdo criado por IA e revisado pelo Editor Denilson Alves
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