Personalização dos imóveis acompanha mudanças na forma de morar
Em empreendimentos de Goiânia, alterações de planta, integração de ambientes e escolha de acabamentos estão entre as mudanças feitas ainda durante a obra
A possibilidade de adaptar o imóvel antes mesmo da entrega das chaves tem ganhado espaço entre compradores de apartamentos em Goiânia. Dados da Consciente Construtora e Incorporadora mostram que, em dois empreendimentos recentes da empresa, a maior parte dos compradores optou por algum tipo de personalização: no Gaia Consciente, foram 73% das unidades; no Casa Brasileira Consciente, o percentual chegou a 77%.
Imagem: Decorado do Casa Brasileira (Créditos – Divulgação Consciente Construtora e Incorporadora)
Entre as alterações mais recorrentes estão mudanças de planta, especialmente a integração entre sala e varanda, além da escolha de revestimentos, bancadas, metais, forros e esquadrias. O movimento acompanha uma discussão mais ampla sobre a relação dos consumidores com a casa. Segundo análise da Mintel, empresa global especializada em pesquisas de mercado e tendências de consumo, individualidade e a autenticidade estão entre os aspectos cada vez mais associados à percepção de conforto no ambiente doméstico.
Para a diretora de empreendimentos da Consciente, Camila Inácio, a procura por modificações está relacionada à diversidade de rotinas dentro de imóveis com metragens semelhantes. “O desenvolvimento de um empreendimento começa muito antes da obra. Envolve compreender o território, o perfil de consumo e as transformações na forma de morar. Um quarto, por exemplo, pode se transformar em office, ampliar um closet ou assumir novas funções ao longo do tempo”, explica.
Mudanças começam ainda durante a obra
No caso da Consciente, as alterações são realizadas por meio do Customize Consciente. O processo geralmente começa cerca de um ano e meio após o lançamento do empreendimento. A partir do projeto elaborado pelo profissional escolhido pelo comprador, a equipe técnica analisa a viabilidade das modificações, os impactos e os custos antes de incorporá-las ao planejamento da obra.
A antecipação dessas decisões também interfere na etapa posterior à entrega. Como revestimentos, bancadas, metais e alterações de planta podem ser definidos durante a construção, reduz-se a necessidade de retirar materiais recém-instalados ou executar uma reforma logo após o recebimento das chaves. Segundo a construtora, além de diminuir o tempo entre a entrega e a ocupação do imóvel, o processo pode reduzir geração de resíduos e descarte de materiais.
O cliente pode optar por alternativas previamente estruturadas pela construtora ou desenvolver um projeto específico, dentro das possibilidades técnicas de cada empreendimento. Para compradores que ainda não contam com um profissional, a empresa mantém também o Consciente + Arquitetos, que reúne profissionais familiarizados com os processos de personalização adotados pela incorporadora.
Flexibilidade chega aos novos projetos
A personalização também integra a proposta do Le Blu Consciente, empreendimento em construção no setor Marista. A flexibilidade das plantas permite adequações de acordo com diferentes configurações familiares e usos dos ambientes.
Inspirado na Riviera Francesa, o Le Blu tem fachada concebida pelo escritório Castro Arquitetos, colaboração do arquiteto Alexandre Leite, paisagismo de Tellini Vontobel e interiores assinados por Cláudia Albertini. O projeto prevê uma torre de 34 pavimentos, com 86 unidades residenciais e aproximadamente 1,6 mil metros quadrados destinados às áreas comuns.
Por Mari Faria
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