Profissionais e gestores da saúde: a necessidade de um planejamento de risco hospitalar para 2022

Entenda a importância de possuir um plano de contingência para os possíveis riscos na unidade hospitalar em 2022

Por Gabriel Almeida

Na área da saúde, diversas situações podem oferecer condições de risco que comprometem o pleno funcionamento de um hospital. 

Justamente por isso, instalações, equipamentos e até mesmo os profissionais que atuam nos setores da instituição devem ser incluídos no que conhecemos como planejamento de riscos – ou plano de contingência. 

Mas afinal, em que consiste este plano e como é possível defini-lo de acordo com as realidades da sua clínica ou hospital? 

Pensando nisso, reunimos uma série de informações que podem te ajudar a organizar um bom gerenciamento de riscos para 2022, garantindo a segurança de seus pacientes e colaboradores no ambiente. Confira!

O que é planejamento de risco?

Podemos definir como planejamento de risco uma série de medidas preventivas e de controle que tem como principal finalidade reduzir a probabilidade de um erro ou uma situação de risco no ambiente hospitalar. 

Tradicionalmente, estes planos são elaborados considerando tudo que envolve o hospital ou clínica – desde as instalações elétricas, equipamentos, até os pacientes e profissionais da saúde – de forma que a instituição consiga mapear os possíveis riscos e ameaças presentes no local. 

Benefícios do plano de contingência

Um dos principais benefícios de possuir um mapa de risco na sua unidade hospitalar é minimizar os erros e falhas que podem surgir no dia a dia, prevenindo que determinadas situações aborreçam seus pacientes e, inclusive, coloque suas vidas em risco.

Segundo dados do Anuário de Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, os óbitos ocasionados por erros, falhas assistenciais e processuais, dentre outras, podem chegar a seis por hora no País.

Neste sentido, as ações preventivas são fundamentais não só para evitar que isso aconteça, mas também garantir maior satisfação dos pacientes com a instituição de saúde.

Como montar um planejamento de risco hospitalar

Para garantir que o planejamento seja efetivo, é necessário que o gestor considere uma série de aspectos antes de elaborá-lo. 

Seguindo as recomendações estipuladas na Portaria Federal 25/1994 essas etapas são fundamentais: 

1 – Analise o ambiente 

O objetivo é identificar e discriminar tudo o que faz parte da unidade hospitalar. Aqui devem ser considerados: 

  • Todos os colaboradores (nome, idade, sexo, treinamento dos profissionais, jornadas de trabalho);
  • Equipamentos e instrumentos usados na rotina;
  • Atividades exercidas
  • Área interna e externa

2 –  Classifique os riscos

Após mapear todos os itens acima, é hora de classificar os riscos de cada ambiente, de acordo com as recomendações de segurança do trabalho. 

Esses riscos são determinados por sua natureza e estão entre:

  • Físicos: ruídos, vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais, umidade.
  • Químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, substâncias, compostos ou produtos químicos.
  • Biológicos: vírus, fungos, bactérias, parasitas, protozoários, bacilos.
  • Ergonômicos: esforço físico intenso, levantamento e transporte de peso, exigência de postura inadequada, jornadas de trabalho prolongadas, situações de estresse físico e psíquico, entre outras.
  • Acidentes de trabalho: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem o uso de proteção, iluminação inadequada, incêndio ou explosão, queda de energia ou curtos. 

Esses riscos ocupacionais devem ser classificados de acordo com seu grau de risco, podendo ser leves, moderados ou elevados. 

3 – Identifique medidas preventivas

Com todos os riscos identificados, é preciso encontrar soluções preventivas para aplicar nos ambientes, bem como aprimorar as ações já existentes. 

Dentre as principais medidas, podemos destacar: medidas de proteção coletiva, organização do trabalho, adoção de proteção individual, medidas de higiene e saúde coletiva, treinamento e capacitação de funcionários. 

4 – Identificação dos indicadores de satisfação de colaboradores e pacientes

Nesta etapa, é importante analisar históricos de reclamações ou considerações feitas por colaboradores e pacientes que possam indicar questões a serem melhoradas no ambiente, como por exemplo: 

  • Queixas sobre as condições e jornadas de trabalho;
  • Qualidade do atendimento;
  • Doenças profissionais recorrentes;
  • Acidentes de trabalho ocorridos;
  • Erros em diagnósticos, procedimentos, laudos e tratamentos médicos;
  • Insatisfação com resultados;
  • Índice de infecção hospitalar. 

A partir disso, é possível identificar se há incidência nos casos e como é possível evitá-los. 

5 – Aplique as medidas no dia a dia

Feito isso, é importante capacitar todos os colaboradores para que diante das mais adversas situações as ações sejam tomadas corretamente para minimizar todo e qualquer risco aos quais os profissionais e pacientes possam estar expostos. 

Deve-se disponibilizar informações claras em todos os ambientes em que houver riscos, sinalizando a todos que passam por ali as possíveis adversidades encontradas.

Além disso, deve fazer parte da rotina hospitalar realizar manutenções nos equipamentos, instalações e até mesmo aluguel de gerador de energia para garantir que tudo esteja em pleno funcionamento, sem qualquer perigo para a unidade. 

Adotando essas medidas, é possível preservar a vida de colaboradores e pacientes, assegurando que todos encontrem no hospital um lugar seguro para atender suas necessidades.

Por Gabriel da SEO Marketing

Denilson Alves

Editor do Portal Nosso Goiás